23/04/2008
A Fed mais fácil da história
Quem olha a tabela do Grupo Mundial de Fed Cup e vê Rússia x Estados Unidos, imagina uma final antecipada, recheada de estrelas. Uma análise dos times escalados, porém, mostra que estamos longe disso. Será o título mais fácil da história do tênis russo.
As irmãs Williams e Lindsay Davenport, principais nomes do tênis americano, estão fora. Em seus lugares, Vania King, Ahsha Rolle, Madison Brengle e Liezel Huber. Mesmo sem Sharapova, é difícil imaginar uma derrota do time formado por Svetlana Kuznetsova, Anna Chakvetadze, Dinara Safina e Elena Vesnina.
Na outra semi, nada que ameace seriamente a Rússia. Em casa, a China de Shuai Peng, Jie Zheng, Zi Yan e Tian-Tian Sun encara a Espanha de Nuria Llagostera-Vives, Carla Suarez-Navarro, Maria Jose Martinez-Sánchez e Arantxa Parra-Santoja (todas usando seus três nomes).
Não que vá fazer muita diferença na decisão, mas eu aposto em uma vitória apertada da China sobre a Espanha. A Rússia vence fácil tanto a semi quanto a final.
Para não deixar passar: um dos poucos times com capacidade de fazer frente às russas ainda tenta vaga no Grupo Mundial II, a segunda divisão da Fed. A Sérvia, de Ana Ivanovic e Jelena Jankovic, disputa o playoff contra a Croácia, de Nika Ozegovic e Jelena Kostanic Tosic.
Links para chaves e resultados estão abaixo. E se você quiser deixar palpitões na caixinha, fique à vontade.
GRUPO MUNDIAL
Rússia x Estados Unidos / Saibro indoor, em Moscou
China x Espanha / Quadra dura indoor, em Pequim
PLAYOFFS DO GRUPO MUNDIAL
PLAYOFFS DO GRUPO MUNDIAL II
20/04/2008
Hora de saber quem é o melhor da terra
Algumas respostas para as perguntas mais importantes no tênis masculino atual começam a surgir agora, no Masters Series de Monte Carlo, onde começa pra valer a temporada de saibro. Djokovic conseguirá, no pó de tijolo, resultados que ameacem Federer e Nadal? E o suíço, chegará em forma após o título em Portugal? Nadal continuará como o melhor da terra batida?
Nem preciso dizer que a briga pelo número 1 do mundo continua acirrada. Djokovic é quem mais tem a ganhar, já que defende muito menos pontos do que Nadal e Federer. O espanhol, se quiser chegar ao topo, praticamente terá de repetir os resultados do ano passado: títulos em Monte Carlo, Roma e Roland Garros, e vice em Hamburgo. O suíço tem menos a perder do que o espanhol, mas não por muito: foi vice em Mônaco e na França, e campeão na Alemanha.
Em Monte Carlo, a chave de Federer é dura. O número 1 pode encarar Nalbandian nas quartas e Djokovic na semi. Nadal escapou do sérvio antes da decisão, mas pode pegar Ferrero nas oitavas e Ferrer ou Safin nas quartas. Se tivesse que apostar, colocaria minhas fichas em Nadal.
E você? Deixe suas apostas (em sentido figurado, como sempre) na caixinha!
Guga fará sua última apresentação no torneio monegasco. Ele estréia contra Ivan Ljubicic, freguês nos bons tempos do catarinense. Foram cinco vitórias do brasileiro em seis jogos. Alguém aí arrisca apostar em uma vitória do tricampeão de Roland Garros?
MASTERS SERIES DE MONTE CARLO
Site oficial / Chave de simples / Chave de duplas / Programação
Cabeças-de-chave: Federer, Nadal, Djokovic e Davydenko
Premiação: Campeão: € 360 mil e 500 pontos / Vice: € 180 mil e 350 pontos
19/04/2008
Idolatrado, de igual para igual
Em Floripa, Guga circula como apenas mais um
Guga saiu do torneio, e estou voltando para a redação antes das finais. Deixo, porém, este último post sobre a despedida do manezinho da ilha, que deu uma lição de humildade. Ao ser homenageado, recebeu o microfone e disse, em seu tom costumeiramente calmo, que é preciso apreciar as coisas simples da vida. Acordar com saúde, jogar um futebolzinho, "trocar uma idéia com a galera". Coisas tão básicas e, ao mesmo tempo, tão subestimadas - principalmente por quem vive em cidades grandes. Como o próprio Guga disse, Floripa faz muito bem a ele nesse sentido.
Em Floripa, Guga consegue ser apenas mais um. É preciso estar lá (escrevo de Curitiba) na ilha para perceber que ele consegue ser idolatrado de igual para igual, não importa o quão paradoxal isso possa parecer. Todos sabem a dimensão de suas conquistas (até os que não entendem o tênis), mas ninguém tem receio de puxá-lo para trocar uma idéia, qualquer que seja o assunto.
A simplicidade que Guga ressaltou no discurso é exatamente a característica que o fez tão popular no mundo. Outro dia vi, em um fórum de tênis, um "tópico" com a seguinte pergunta: "Alguém não gosta de Kuerten?". Fiquei intrigado e fui ver as respostas. Nenhum "sim". Todos eram fãs, em um nível ou outro, do brasileiro. Atitudes e gestos como o coração desenhado no saibro parisiense eram espontâneos. Guga nunca precisou programar nem agendar eventos para melhorar sua imagem.
Só para comparar: ouso dizer que Guga, quando liderou o ranking, tinha mais torcedores que Roger Federer, o homem dos 12 Grand Slams (por enquanto). Hoje, tanto o suíço quanto Rafael Nadal, número 2 do mundo, já possuem grupos que se reúnem para criticá-los. Concordam?
Explicação: Por causa das ofensas desnecessárias no último post, o blog está moderado. Espero contar com a ajuda de vocês, leitores, para que seja uma medida temporária. Sei que não é o ideal, mas pelo que vi dos últimos comentários, a moderação está se fazendo necessária.
18/04/2008
Inesquecível
Noite de festa marca último jogo de Guga no Brasil
É difícil dizer que cena representou melhor o último jogo de Gustavo Kuerten em solo brasileiro. O torcedor aplaudindo e gritando de pé em cima da mureta que separa a quadra dos camarotes, o casal de adolescentes se abraçando após um belo ponto de Guga, os fãs que não conseguiram lugar e berravam de fora do estádio, a sala de imprensa vibrando com a reação do tenista da casa...
Quando Guga ficou atrás no segundo set por 3 a 0 (duas quebras de desvantagem), foi como se todos no estádio percebessem, ao mesmo tempo, estarem vivendo um momento histórico. E estavam. E as demontrações de amor que vieram a seguir fizeram da noite uma experiência ainda mais memorável.
Ao fim do terceiro game, todos se levantaram para empurrar o campeão. Guga devolveu uma das quebras, e a torcida começou uma animada ola. O tenista catarinense, que nem sentava mais nos intervalos por causa do quadril, entrou na onda e começou a imitar o público. O ídolo, então, soltou seu arsenal de golpes e, por um momento, parecia "o" Guga, "aquele" Guga. Quadril dolorido e tudo, era um winner atrás do outro.
O adversário jogou melhor no game tie-break e ficou com a vitória. Guga e nós ficamos com as lembranças deste dia histórico. Não foi uma noite de choro, como no Sauípe. Foi uma noite alegre, cheia de sorrisos. Estádio lotado, gente gritando, Guga pulando e comemorando, cercado de amigos.
Foi o próprio Guga, com toda sua simplicidade, a frase que resumiu bem a noite:
"Se tivesse acabado (a carreira) hoje, já estaria satisfeito"
.
Todos nós já estamos satisfeitos, Guga. Todos nós.
17/04/2008
Turismo tenístico
O que fazer quando chove o dia inteiro
Se tem algo que estraga um dia em um torneio de tênis, é chuva. Que o digam aqueles que já compraram ingresso para um dia em Wimbledon e ficaram sem ver jogos. Pois a quarta-feira aqui em Floripa foi molhada. O torneio ficou parado até de noite, quando transferiram o jogo de duplas de Guga para uma quadra coberta.
Foi uma pena não ter o ídolo jogando mais uma vez no estádio lotado. Mas não é culpa de ninguém. A organização teria de colocá-lo para jogar ontem, de qualquer jeito. Narc Rodrigues, no café-da-manhã, explicou que, por regra, um tenista não pode jogar duplas antes de jogar simples (no mesmo dia, claro). Como Guga faria a partida de simples às 19h desta quinta (por causa das TVs), não haveria como marcar seu jogo de duplas para o mesmo dia, logo depois.
O jogo em si foi interessante, muito mais pela expectativa em torno de Tiago Fernandes, o juvenil de 15 anos que treina com Larri desde janeiro. Ele se mostrou firme no fundo, e errou pouco, mas ainda não tem peso de bola para incomodar os profissionais. Não houve como endurecer a partida.
Voltando ao objetivo do título do post, não tive assunto nem quem entrevistar durante boa parte do dia, então parti para a loja do Guga, pertinho de um dos shoppings da cidade. É um dos melhores programas para os fãs de tênis que não têm jogos para ver ou quadras para jogar em Floripa.
A loja é bonita, espaçosa, e quase todas as peças têm a marca da grife de Guga ou a própria assinatura do tricampeão de Roland Garros. E não há apenas artigos para tênis. A loja tem desde cuecas até óculos de sol, passando por meias, calças jeans, carteiras, bolsas, tênis, toalhas, bandanas, munhequeiras e até artigos da grife Ayrton Senna (feitos pela mesma fábrica italiana que produz os artigos de Guga). Os preços não são lá baratinhos como os de uma C&A, mas também não chegam aos de uma Hugo Boss.
Qem não quiser comprar, não é pressionado a fazê-lo. Os vendedores estão acostumados a ver fãs de Guga entrando e saindo, perguntando pelo ídolo, que até passa por lá às vezes. Eu mesmo encontrei o Rafael, irmão de Guga, ontem. Além de ver as roupas e folhear livros e revistas sobre o ex-número 1 do mundo, quem vai lá pode tirar uma foto do troféu de Roland Garros. Aquele pequeno, que fica de vez com o jogador. O que Guga conquistou em 1997 está na vitrine, ao lado da taça pelo vice do Masters de Miami.
O fã de tênis que tiver a curiosidade e o tempo de dar uma passada lá não se arrependerá. A Guga Kuerten fica na Rua Bocaiúva, 2.198, no centro de Floripa. É pertinho do shopping e tem um estacionamento conveniado bem na frente da loja. Bom passeio!
P.S.: Recado importante. Não ganhei brinde nem artigos da loja para este post, ok? Fui lá para fazer duas reportagens para o GLOBOESPORTE.COM e escrevo este post puramente como fã de tênis.
16/04/2008
Guga mereceu
Dor é recompensada com vitória em casa
São mais de cinco anos de dores no quadril, fisioterapia e seguidas tentativas de retorno ao circuito mundial. Por isso, o triunfo desta terça-feira não pode ser analisado como uma mera vitória sobre um desconhecido colombiano em um torneio Challenger. Não. O resultado, dentro de sua cidade, com estádio lotado, foi a recompensa recebida por Gustavo Kuerten em seus últimos dias como tenista profissional.
A excelente foto de Cristiano Andujar, reproduzida neste post, capta perfeitamente toda a emoção de uma pessoa que ama o que faz e extravasa suas emoções em um grito que estava abafado há mais de um ano. Naquele pequeno instante, o catarinense não era o tenista lesionado que perdeu para rivais inexpressivos. Era o Guga vencedor, número 1 do mundo, tricampeão de Roland Garros. Por isso, peço aos leitores que me permitam comentários um pouco mais pessoais do que os de costume.
Estar aqui, em Floripa, em um estádio lotado que gritava sucessivamente "Guga, Guga", foi uma viagem no tempo. Lembrei das Copas Davis que acompanhei como torcedor no Marapendi, e daquelas partidas duras em que esperava aquela quebra decisiva vir nos últimos games. Pouco me importou se era Carlos Salamanca do outro lado da quadra - aposto que boa parte do público pensou o mesmo. Hoje, o rival podia ser o jovem Tiago Fernandes ou Roger Federer. A festa - minha e de todos os 4 mil torcedores no estádio - seria a mesma.
Cheguei à cidade no sábado, quando ainda rolava o quali. Acompanhei o clima do torneio mudar à medida em que "a" terça-feira se aproximava. O estádio ganhou mais seguranças e placas de indicação. O público, quase inexistente até segunda (normal para um Challenger modesto), apareceu de forma assustadora. Às 15h, quatro horas (!) antes da estréia de Guga, já havia fila na quadra central. A vibração a favor do tenista da casa era impressionante. O estádio transbordava de vibração a favor do tenista da casa.
Assisti a tudo da sala de imprensa, à beira da quadra, com vista privilegiada. Não gritei, mas torci, como todos que estavam lá. Repórteres, assessores, fotógrafos, todos vibraram com a vitória de Guga. Pouco importa se ele perder para Franco Ferreiro na quinta-feira. Vou ficar com essas horas guardadas na memória. Guga venceu mais uma vez. Ele mereceu.
15/04/2008
Chegou a hora de vencer?
Expectativa em Floripa é de vitória do manezinho
Guga vem treinando bem, sem pressão, curtindo o momento. Chegou a Florianópolis no sábado, vindo de Sorocaba (SP), onde acompanhou parte da Copa Davis. Aproveitou o domingo e a segunda-feira de tempo bom e bateu bola em dois períodos nas quadras do Challenger de Florianópolis.
O público está ansioso por uma vitória. Faz mais de um ano que o ídolo não vence um jogo de simples no circuito mundial. No Brasil, só conseguiu uma vitória nas últimas três temporadas. O set duro contra Grosjean, em Miami, motiva a torcida. O adversário limitado, Carlos Salamanca, 320 do mundo, anima ainda mais.
Cheguei a Floripa no sábado, e só ouço falar em Guga. O "Diário Catarinense" publicou um lindo caderno de 12 (doze!) páginas sobre o manezinho da ilha no último domingo. A organização espera os 4 mil lugares ocupados nesta terça, na estréia de Guga. Enfim, tudo parece conspirar para um último triunfo do ídolo.
Até o tempo deu sua forcinha. Salamanca chegou hoje e não conseguiu treinar direito à tarde. Encarou uma ventania que jogava vento e saibro em seu rosto o tempo todo. Prever a posição da bola na hora dos golpes era exercício dos mais árduos. Voltou para a quadra à noite e não teve muita sorte. O vento continuou atrapalhando.
Na sala de imprensa, o consenso é que, técnica e até fisicamente, Guga é superior. Concordo. Temo apenas pela ansiedade do ex-número 1. Como ele mesmo disse na coletiva de domingo, teve chance de ganhar o segundo set contra Grosjean, se afobou e acabou cedendo a parcial.
Aqui em Floripa, com toda a torcida e os amigos em quadra, o fator emocional vai pesar. Cabe a Guga direcionar essas vibrações de forma positiva. Apoio, com certeza, não vai faltar.
E você, leitor? Acredita em uma última vitória de Guga antes de sua despedida em solo brasileiro? Use a caixinha e deixe seu recado!
Coisas que acho que acho em Floripa:
1) Guga é mais Guga aqui na Ilha da Magia. Quem já falou com o tri de Rolanga sabe que ele tem uma simpatia nata, e fala com você como se lhe conhecesse há algum tempo. Bem, aqui ele conhece todo mundo há muito tempo! Acena para os amigos nos treinos, sorri, brinca com Larri, é mais feliz.
2) A ventania (a mesma que atrapalhou Salamanca) assustou a sala de imprensa montada à beira da quadra central. Um jornalista disse, brincando: "se eu morrer, alguém aperta o 'send' ". Profissionalismo é tudo, hein?
3) Nesta segunda, um feito raro: Ricardo Mello aplcou uma bicicleta. O jogo foi tão rápido que ele continuou na quadra central e voltou a treinar.
4) O torneio esquenta nesta terça. Dia para torcer por gerações bem distintas. Feijão e Bellucci estréiam, no começo da tarde, e Guga joga à noite. Torcida não vai faltar.
5) É sempre bom dar um tempo ao Rio de Janeiro. Empanada, alfajor e camarão barato não são lá muito fáceis de encontrar na Cidade Maravilhosa. Sem falar que mosquito da dengue passa longe daqui!
14/04/2008
Rainha até no saibro?
Sharapova tenta manter a fase em Charleston
Até agora, são incríveis 22 vitórias e apenas uma derrota em 2008. Para coroar a grande temporada, Maria Sharapova ainda conquistou um título no saibro neste fim de semana, em Amelia Island. Mas o que podemos concluir de sua forma na terra batida? Ela já pode ser considerada séria candidata ao título de Roland Garros?
Sim, mas com ressalvas. Com o tênis que tem e os números que vem mostrando na temporada, é óbvio que Sharapova entra como um dos principais nomes com chances de levantar o troféu em Paris. Só acho que não devemos presumir isso com base no resultado de Amelia Island.
A russa jogou bem? Sim, mas ganhou de quem? Strycova, Medina-Garrigues (em 3h de jogo!), Bondarenko (em três sets) e Cibulkova. Nenhuma adversária que a ameaçaria em Roland Garros. O jogo mais esperado, porém, acabou em W.O., já que Lindsay Davenport adoeceu.
Muita calma. Estou longe de dizer que Davenport teria vencido. Todos lembramos o que aconteceu quando as duas se encontraram no Australian Open. Afirmo, com segurança, que Sharapova é, disparadamente, a melhor tenista da temporada. Mas já pode ser considerada "a" favorita a ganhar em Roland Garros?
Talvez o WTA de Charleston, que começa nesta segunda, nos dê mais dicas sobre o jogo da musa no saibro. A caixinha, como sempre, está aberta a sugestões, palpites e comentários.
INFORMAÇÕES E LINKS ÚTEIS
WTA DE CHARLESTON (Tier I)
Site oficial / Chaves e programação
Principais cabeças-de-chave: Jankovic, Sharapova, Chakvetadez e Dementieva
Premiação e pontuação: Campeã: US$ 196.900 e 430 pontos / Vice: US$ 100 mil e 300 pontos
10/04/2008
Formalidades em Sorocaba
Brasil entra como favorito contra a desfalcada Colômbia
Nalbandian lidera um dos times mais versáteis da Davis
É exagero dizer que este confronto contra a Colômbia já está no papo? Acredito que não. O Brasil teria alguma dificuldade se número 1 colombiano, Alejandro Falla, estivesse aqui. No entanto, uma hérnia o tirou do duelo e o Brasil tem o caminho livre para voltar aos playoffs.
A não ser, é claro, que aconteça algo absurdo – além, é claro, do preço dos ingressos (algo que já este blog abordou faz tempo). Santiago Giraldo, 185 do mundo e mais bem ranqueado de nossos adversários, venceu uma de seis partidas contra Marcos Daniel, nosso número 1, que vive grande fase. Juan Sebastian Cabal, 292 no ranking, número 2 deles, não é grande ameaça.
Nossa dupla, uma das melhores do mundo, deve vencer fácil. Ou seja, já podemos torcer por um sorteio favorável nos playoffs. Para não dizer que sou otimista demais, só receio uma coisa: nenhum de nossos simplistas tem no currículo uma vitória em cinco sets.
No Grupo Mundial, a Argentina, um dos times mais versáteis da Davis, deve atropelar a Suécia em Buenos Aires, no saibro. Rússia e República Tcheca fazem, em tese, um confronto mais equilibrado. O capitão Tarpischev sabiamente escolheu o saibro, que deve incomodar Berdych e Stepanek. Vantagem para os donos da casa.
Alemanha e Espanha é imprevisível. Os visitantes têm muitas opõçes, e Rafa Nadal estará em quadra. No piso rápido de Bremen, porém, tudo pode acontecer. Kohlschreiber e Kiefer devem dar trabalho. A Espanha entra como favorita, mas eu apostaria na Alemanha.
EUA x França deve ser curioso. Roddick vem embalado, e a o capitão francês Guy Forget escala Mathieu e Llodra. A dupla americana é a melhor do mundo, não tem como não apostar nos donos da casa.
Para ver a chave do Grupo Mundial e os resultados dos jogos, basta clicar nos links abaixo:
GRUPO MUNDIAL
Argentina x Suécia – Buenos Aires (ARG) / Saibro
Rússia x República Tcheca – Moscou (RUS) / Saibro indoor
Alemanha x Espanha - Bremen (ALE) / Quadra dura indoor
Estados Unidos x França – Winston-Salem (EUA) / Quadra dura indoor
ZONAL DAS AMÉRICAS
Brasil x Colômbia – Sorocaba (BRA) / Saibro
Antes de fechar o post, uma brincadeirinha. Veja a foto abaixo e identifique os pés. Para palpitões sobre jogos, comentários, e tentativas quanto à foto abaixo, use a caixa!
10/04/2008
Ponto pra quem?
Davis valerá para o ranking, mas mudará alguma coisa?
Falta alguém no time suíço
A Copa Davis começa nesta sexta, então é hora de comentar os duelos. Antes do início dos confrontos, porém, ITF e ATP anunciaram que a competição vai valer pontos no ranking mundial a partir do ano que vem. “Uma maneira de incentivar o atleta a representar seu país na elite”, diz o texto na página da ITF.
O grande problema da Federação Internacional é não ter tenistas como Federer e Nadal durante todo o evento. Nos últimos anos, os números 1 e 2 do mundo só defenderam seus países nos playoffs. A Suíça acabou rebaixada. A Espanha escapou.
Honestamente, acho que a nova medida mais atrapalha do que ajuda. A ITF alega que o tenista que vencer todos os 8 jogos e se sagrar campeão ganhará 625 pontos - desde que todas partidas sejam “live rubbers”, ou seja, não contam os jogos de três sets, aqueles disputados com os confrontos já definidos.
Não podemos esquecer que, em 2009, os Grand Slams valerão 2 mil pontos e os Masters Series, mil. O que são 625 pontos (lembremos que essa pontuação será raríssima) para um top 10 diante de tantos pontos em disputa no circuito mundial?
Outra falha (a meu ver) é a distribuição de pontos apenas no Grupo Mundial e nos playoffs. O que acontece com um top 10 como Fernando González, que está disputando o Zonal das Américas este ano? Ele só poderá disputar os pontos dos playoffs, enquanto gente abaixo dele no ranking terá acesso aos pontos do Grupo Mundial. Só para lembrar: Roger Federer está na mesma situação de Feña.
Também é preciso lembrar que, numa época em que a ATP busca simplificar o entendimento de seus rankings, ficará mais complicado ainda para o público saber se tal tenista tem pontos a defender também na Copa Davis.
O calendário, maior preocupação dos jogadores, vai continuar pesado. Algumas mudanças serão feitas (veja aqui), mas o fato é que a Davis continuará com quatro rodadas anuais e as partidas seguirão sendo em melhor de cinco sets). Traduzindo: os tenistas mais preocupados com o ranking vão se poupar e disputar outros torneios em plenas condições físicas.
Alguém acha que, na prática, vai mudar alguma coisa? Quem quiser dar seu pitaco, pode deixar na caixinha.
P.S.: Para não misturar, vou colocar um post acima, exclusivamente para análise dos duelos e palpitões de vocês. Daqui a pouco estará no ar.
07/04/2008
Que bumbum é esse?
Identifique 12 derrières do tênis mundial
Antes de entrar no debate sobre a Copa Davis (colocarei um post na quinta-feira, após os sorteios), proponho aqui um teste de conhecimento para os mais fãs mais árduos. A brincadeira não é lá muito original, mas ainda assim deve render comentários bem divertidos.
A equipe de arte daqui do site fez a montagem abaixo, com 12 bumbuns, e você tem de identificar todos eles. Para participar, é muito fácil. Basta acessar a caixinha de comentários e citar os nomes dos tenistas, na ordem correta. Na quinta-feira, postarei aqui os nomes de todos os acertadores. Portanto, não esqueça de se identificar e deixar um e-mail na hora de dar seu palpite.
P.S.: As meninas, desta vez, não têm do que reclamar. São seis bumbuns masculinos, mesmo número de femininos. Tiane e Joana, divirtam-se!
RESPOSTAS:
Apenas três pessoas acertaram e, mesmo assim, só depois de algumas dicas. Admito que alguns quadros estavam bem difíceis (essa era a graça da brincadeira, né?). Ivanovic e Nadal, por outro lado, estavam muito fáceis. A foto da Kuznetsova também é clássica (está até em um post antigo aqui no blog), e a camisa do Djokovic entregava o ouro.
Marcelo Melo e Maria Kirilenko causaram muitas confusões. Alona Bondarenko só ficou fácil de matar depois da dica das nacionalidades. E, para quem não sacou de cara na primeira dica, ela e a irmã estiveram Rio para o mesmo evento que a Kournikova (continuo dizendo que, pessoalmente, a Kateryna é mais bonita). Veja abaixo as respostas e a vencedora!
1) Maria Sharapova
2) Amélie Mauresmo
3) Ana Ivanovic
4) Alona Bondarenko
5) Svetlana Kuznetsova
6) Maria Kirilenko
7) Marcelo Melo
8) Rafael Nadal
9) Novak Djokovic
10) Nikolay Davydenko
11) Andy Roddick
12) Mikhail Youzhny
VENCEDORA:
Bárbara Monteiro (cmt. 187) foi a primeira a acertar. Em seguida, Michelle (cmt. 203) e Daszmarelli (cmt. 213) também cravaram os 12 nomes.
05/04/2008
Quebrar raquete atrapalha?
Serena destrói instrumento e leva o título
Se você não viu o jogo, tente se colocar no lugar de Serena Williams. Você está na final do WTA de Miami, vencendo por 6/1 e 3/0, com duas quebras de vantagem. Alguns games depois, você saca para fechar o jogo, em 5/4. Comete seguidos erros e perde o segundo set.
Começa a terceira parcial, e você está arrasadora. Abre 5/0 e tem o saque. Cede uma quebra, perde alguns match points e deixa Jankovic confirmar o saque no game seguinte. Você saca mais uma vez para o título, agora em 5/2. Perde mais chances para fechar o jogo e comete dois erros não forçados seguidos e cede nova quebra.
Como estaria seu estado de espírito nesse momento, após perder cinco match points? Serena deixou bem claro como estava se sentindo. Deu uma senhora raquetada no chão e deixou em pedaços seu instrumento de trabalho. Atirou a coitada em direção ao banco e tomou uma advertência.
Há quem diga que atirar a raquete ao chão é sinônimo de descontrole. Li e ouvi que o que Youzhny fez (ver dois posts abaixo) é demontração de desespero. Discordo completamente. Atirar ou mesmo quebrar a raquete, embora não seja o mais educado dos gestos, é, em sua essência, uma demonstração de raiva.
Seja por perder pontos importantes, cometer erros bobos ou falhar seguidas vezes no mesmo golpe, gritar e atirar raquetes são conseqüência da frustração de um tenista. Não são, necessariamente, descontrole ou desespero. Tudo depende de como o tenista lida com a situação.
Serena deu um belo exemplo disso. Descontou a raiva na raquete, mas voltou ao jogo concentrada e venceu os três pontos seguintes. Obteve mais três match points e, na oitava tentativa, enfim, selou o título em Miami. Parabéns à americana.